LIVRO UM - INÍCIO
Amanhecia. Por mais incrível que parecesse, ouviam-se as galinhas cantando. Estava bastante frio. O despertador apitou e Pedro acordou um pouco atordoado.
Levantou-se e viu que sua mochila com todo o material estava ali e seu uniforme também. Tomou um banho quente, aprontou-se e desceu para comer alguma coisa; qualquer coisa, pois estava com bastante fome.
Levantou-se e viu que sua mochila com todo o material estava ali e seu uniforme também. Tomou um banho quente, aprontou-se e desceu para comer alguma coisa; qualquer coisa, pois estava com bastante fome.
- Olá – disse a mãe colocando a garrafa de café a mesa. – Pronto pra hoje?
- Prontíssimo. – respondeu o filho fixando-se nos pães de queijo. – Ah, estou com fome. – Logo foi sentando-se e pegando um dos pães de queijo quentinhos.
- Ah, Olivas nem irá tomar café da manhã com você. – começou. – Pois o horário que você levanta não bate com o dele. Ele entra às 10h00 no trabalho. – passou o leite para o filho.
– Acho válido ele acordar mais cedo, mas ele se sente cansado, então nem o pressionei.
- Acho digno. – concordou Pedro. – Bom mãe, já estou pronto, podemos ir? – apressou-se.
- Sim, nos primeiros dias te levarei. – disse Helena arrumando o moletom no garoto. – Mas depois irá sozinho, num transporte alternativo, ok?
- Alternativo – deu risada – Tudo bem. Vamos mãe!
Os dois apressaram-se; Pedro apanhou sua mochila e a observara, achou ela bem legal. Entraram dentro do carro, era um carro bonito e do ano, um Vectra. Pedro sentira certo frio na barriga, pois estava bastante ansioso para seu ingresso no tal Colégio Batista. Seguiram, não muito rápido, o trânsito era tranqüilo. O garoto observava os carros ao lado, e via alguns adolescentes com o mesmo uniforme que ele. Logo, presumiu que seriam do mesmo colégio. Enfim, chegaram à frente do grande letreiro com as iniciais CB. Pedro nunca vira uma escola tão bonita, a parede parecia arte barroca, e as portas tinham umas expressões do impressionismo. - Bom agora você pode ir. – disse a mãe virando-se para o filho. – Boa sorte. Na saída estarei aqui. – e deu um beijo no rosto do garoto. – E ah, toma o seu comprovante. – e entregou um cartão. - Comprovante? - Sim, comprava a sua matrícula de novo aluno. – explicou. – Irão te pedir, é só mostrar. Pedro saiu um pouco atordoado do carro e quando pensou que não, sua mãe já estava bem longe. Observou os alunos entrando animados, e em grupinhos. Achou a beleza do colégio esplêndida e então seguiu em frente, admirando a grande entrada, que tinha uma escultura de um dragão de concreto. Não havia quem passasse por ele sem olhasse. O garoto achou fascinante todo o aspecto exótico da nova escola. Passou por um corredor enorme, e super congestionado de alunos, alguns o olhavam, percebiam que era aluno novo, e leu no comprovante: Pedro Mendes – Segundo Colegial – 2º ALPHA 6º Andar - Sala 120 – Corredor 14 Foi olhando as placas de auxilio para chegar logo à classe e sentar-se, pois o nervosismo era tanto que sentia certa dor de barriga. Finalmente achou o elevador que o deixaria no sexto andar. Dirigiu-se até ele, já havia alguns estudantes dentro, então entrou. Pedro nunca gostou de elevadores, achava os espelhos meio desnecessários. Os alunos se entreolhavam, alguns conversavam, outros ouviam seus Mp3 players.
Por fim, o elevador parara no sexto andar. Pedro saiu em busca do corredor quatorze, mas logo percebeu que o elevador parava no próprio corredor desejado. Agora faltava só achar a sala cento e vinte. - É aluno novo? – perguntou uma simpática menina. Tinha um aspecto moderno, usava um AllStar Pink, embora estivesse com o uniforme do colégio, estava bastante colorida, com uns enfeites no cabelo, uma maquiagem lilás e usava bastantes pulseiras. - Sim. – respondeu envergonhado. – Vou pro segundo colegial. – e apanhou o comprovante pra ler qual das classes. – Hum, Segundo Alpha. - Ah, a mesma classe que eu. – surpreendeu-se feliz. – Sou Maria Luiza. – sorriu - Prazer. Sou Pedro. – apresentou-se – Percebi que aqui tem muitos alunos. - Sim, só no ensino médio são mais de setecentos alunos. – contou Maria. - Ah, vamos, Maria? – chamou Pedro. - Prefiro que me chame de Malu. – explicou a garota. – MA de Maria e LU de Luiza. Os dois seguiram o enorme corredor conversando. Pedro sentiu certa identificação com a menina, ela falava bastante e era engraçada. - Apressem-se – disse o professor. – Acho incrível como você consegue ser atrasada durante todos estes anos, Luiza. - A-h. – corou a menina. – Desculpa professor Giuliano. - Entrem! – Mandou o professor aborrecido. Pedro entrara na enorme sala, estava praticamente lotada, deveria ter uns quarenta alunos. Malu tropeçou no degrau e algumas meninas riram. A classe inteira observava o novato, só faltavam comer Pedro com os olhos. Achou um lugar no canto superior da classe e sentou ao lado da mais nova amiga. Então o professor fechou a porta e se pôs à frente da lousa. - Vejamos. – começou Giuliano. – Algum... aluno novo? - Sim. – respondeu Maria Luiza animada. – ele. – e apontou para Pedro. - Bom, na verdade pedi para que OS ALUNOS NOVOS se manisfestassem, e não suas coleguinhas. – disse alto. - Ah. – gaguejou Pedro. – Bom, sou eu. – levantou a mão. Todos os alunos viraram para Pedro, o garoto sentiu-se ainda mais envergonhado e numa situação um pouco ridícula. Alguns murmuravam entre eles, outros só o encaravam. - Venha aqui na frente, Sr. Pedro. – chamou o Professor. – Apresente-se à classe. Foi como se o professor tivesse enfiado uma faca na barriga dele.Apresentar-se para a classe exigia um preparo psicológico, coisa que não tinha feito. E então, tropeçando e sentindo uma enorme dor de barriga, levantou-se e foi em direção à frente da enorme sala. Entreolhou-se com Malu, um olhar de “ajude-me a sair dessa” - Ã. – começou com a voz falhando. – Sou Pedro Mendes, tenho dezesseis anos, morava em São Paulo, na capital com meu pai, e vim pra cá morar com minha mãe. - Por que resolveu vir morar justo em Urubici, uma cidade pequeníssima? – interrompeu Ágata. - Isso não é um show de perguntas e respostas, Sra. Ágata. – entreviu o professor - Queria uma vida nova, já tava um tédio lá. – respondeu mesmo percebendo a o censura mento de Giuliano. - Bem, foi uma apresentação... Aceitável. – disse o professor. - Pode voltar a seu lugar, Sr. Pedro. O garoto voltou tropeçando, e os curiosos não paravam de encará-lo; mas parece que a pior parte já passara, agora era só sentar e ficar quieto. Nunca vira um professor tão rude como o Giuliano; de simpatia esse cara não tinha nada. Até suas vestes pretas davam um aspecto mau a ele. A aula de física parecia interminável, não era só o professor que era chato, a matéria dele também era um tanto quanto desagradável. Finalmente os sinais foram tocando e os demais professores entrando. Qualquer professor seria melhor que Giuliano; Pedro simpatizou-se com todos, principalmente com a professora de língua portuguesa, Márcia Maria. Pois ela era realmente fascinante. A aula já estava terminando e todos guardavam seus materiais; alguns ligavam para seus pais e outros ligavam seus Ipods. Ágata, a garota que havia se intrometido na apresentação de Pedro, não parava de o encarar e cochichar com suas amigas. - Parece que a Ágata gostou de você. – brincou Malu. – Ela não tira os olhos de você. E antes que Pedro dissesse que Maria estava completamente errada, um garoto branquelo, que sentara perto dos dois, entrou na conversa. - Ela é uma pervertida! – disse simpaticamente. - Sério? – riu Pedro. – Malu está viajando, ela é bonita demais pra mim. - HAHAHA. – deu uma risada irônica. – Pra essa, qualquer um é lucro. É a garota mais rodada da escola. – disse Maria Luiza. - Concordo com a Malu, estudamos com ela desde a quinta série. – contou Ícaro. - Hum... – pensou Pedro. – Você é...? - Sou Ícaro, prazer. – apresentou-se o garoto. – E aí, está gostando do novo colégio? - Achei bacana. – começou Pedro. – Os professores são um pouco diferentes, mas legais. - Ah, não se preocupe com o Giuliano não, com o tempo você acostuma com o jeitão dele. O sinal da saída batera, muitos apressaram-se para ir embora logo. Pedro, Malu e Ícaro ficaram esperando todos sairem, não queriam ser amassados. Ágata passou por perto deles e trombou em Maria Luiza, que por pouco não caiu; algumas meninas riram de sua cara. - Elas são umas vadias. – disse possessa. – Ah, não agüento mais. - Dá na cara delas, oras. – propôs Pedro. - Acho válido. – concordou Ícaro rindo. - E necessário. – disse Pedro. - Tá. E fundamental. – riu Malu. – Bom, vamos! Eles seguiram para o corredor e viram a grande fila para os dois elevadores, então, resolveram descer pelas escadas mesmo, era prático. Foi até rápido, pois Malu e Ícaro contaram a Pedro todos os perfis dos alunos da classe deles. Enfim, chegaram ao térreo. - Bom, já vou indo, a lotação escolar me espera. – disse Ícaro. – Até amanhã Pedro – despediu-se. – Tchau Malu. - Até colega. – acenou Malu. - Tchau, Ícaro.
Por fim, o elevador parara no sexto andar. Pedro saiu em busca do corredor quatorze, mas logo percebeu que o elevador parava no próprio corredor desejado. Agora faltava só achar a sala cento e vinte. - É aluno novo? – perguntou uma simpática menina. Tinha um aspecto moderno, usava um AllStar Pink, embora estivesse com o uniforme do colégio, estava bastante colorida, com uns enfeites no cabelo, uma maquiagem lilás e usava bastantes pulseiras. - Sim. – respondeu envergonhado. – Vou pro segundo colegial. – e apanhou o comprovante pra ler qual das classes. – Hum, Segundo Alpha. - Ah, a mesma classe que eu. – surpreendeu-se feliz. – Sou Maria Luiza. – sorriu - Prazer. Sou Pedro. – apresentou-se – Percebi que aqui tem muitos alunos. - Sim, só no ensino médio são mais de setecentos alunos. – contou Maria. - Ah, vamos, Maria? – chamou Pedro. - Prefiro que me chame de Malu. – explicou a garota. – MA de Maria e LU de Luiza. Os dois seguiram o enorme corredor conversando. Pedro sentiu certa identificação com a menina, ela falava bastante e era engraçada. - Apressem-se – disse o professor. – Acho incrível como você consegue ser atrasada durante todos estes anos, Luiza. - A-h. – corou a menina. – Desculpa professor Giuliano. - Entrem! – Mandou o professor aborrecido. Pedro entrara na enorme sala, estava praticamente lotada, deveria ter uns quarenta alunos. Malu tropeçou no degrau e algumas meninas riram. A classe inteira observava o novato, só faltavam comer Pedro com os olhos. Achou um lugar no canto superior da classe e sentou ao lado da mais nova amiga. Então o professor fechou a porta e se pôs à frente da lousa. - Vejamos. – começou Giuliano. – Algum... aluno novo? - Sim. – respondeu Maria Luiza animada. – ele. – e apontou para Pedro. - Bom, na verdade pedi para que OS ALUNOS NOVOS se manisfestassem, e não suas coleguinhas. – disse alto. - Ah. – gaguejou Pedro. – Bom, sou eu. – levantou a mão. Todos os alunos viraram para Pedro, o garoto sentiu-se ainda mais envergonhado e numa situação um pouco ridícula. Alguns murmuravam entre eles, outros só o encaravam. - Venha aqui na frente, Sr. Pedro. – chamou o Professor. – Apresente-se à classe. Foi como se o professor tivesse enfiado uma faca na barriga dele.Apresentar-se para a classe exigia um preparo psicológico, coisa que não tinha feito. E então, tropeçando e sentindo uma enorme dor de barriga, levantou-se e foi em direção à frente da enorme sala. Entreolhou-se com Malu, um olhar de “ajude-me a sair dessa” - Ã. – começou com a voz falhando. – Sou Pedro Mendes, tenho dezesseis anos, morava em São Paulo, na capital com meu pai, e vim pra cá morar com minha mãe. - Por que resolveu vir morar justo em Urubici, uma cidade pequeníssima? – interrompeu Ágata. - Isso não é um show de perguntas e respostas, Sra. Ágata. – entreviu o professor - Queria uma vida nova, já tava um tédio lá. – respondeu mesmo percebendo a o censura mento de Giuliano. - Bem, foi uma apresentação... Aceitável. – disse o professor. - Pode voltar a seu lugar, Sr. Pedro. O garoto voltou tropeçando, e os curiosos não paravam de encará-lo; mas parece que a pior parte já passara, agora era só sentar e ficar quieto. Nunca vira um professor tão rude como o Giuliano; de simpatia esse cara não tinha nada. Até suas vestes pretas davam um aspecto mau a ele. A aula de física parecia interminável, não era só o professor que era chato, a matéria dele também era um tanto quanto desagradável. Finalmente os sinais foram tocando e os demais professores entrando. Qualquer professor seria melhor que Giuliano; Pedro simpatizou-se com todos, principalmente com a professora de língua portuguesa, Márcia Maria. Pois ela era realmente fascinante. A aula já estava terminando e todos guardavam seus materiais; alguns ligavam para seus pais e outros ligavam seus Ipods. Ágata, a garota que havia se intrometido na apresentação de Pedro, não parava de o encarar e cochichar com suas amigas. - Parece que a Ágata gostou de você. – brincou Malu. – Ela não tira os olhos de você. E antes que Pedro dissesse que Maria estava completamente errada, um garoto branquelo, que sentara perto dos dois, entrou na conversa. - Ela é uma pervertida! – disse simpaticamente. - Sério? – riu Pedro. – Malu está viajando, ela é bonita demais pra mim. - HAHAHA. – deu uma risada irônica. – Pra essa, qualquer um é lucro. É a garota mais rodada da escola. – disse Maria Luiza. - Concordo com a Malu, estudamos com ela desde a quinta série. – contou Ícaro. - Hum... – pensou Pedro. – Você é...? - Sou Ícaro, prazer. – apresentou-se o garoto. – E aí, está gostando do novo colégio? - Achei bacana. – começou Pedro. – Os professores são um pouco diferentes, mas legais. - Ah, não se preocupe com o Giuliano não, com o tempo você acostuma com o jeitão dele. O sinal da saída batera, muitos apressaram-se para ir embora logo. Pedro, Malu e Ícaro ficaram esperando todos sairem, não queriam ser amassados. Ágata passou por perto deles e trombou em Maria Luiza, que por pouco não caiu; algumas meninas riram de sua cara. - Elas são umas vadias. – disse possessa. – Ah, não agüento mais. - Dá na cara delas, oras. – propôs Pedro. - Acho válido. – concordou Ícaro rindo. - E necessário. – disse Pedro. - Tá. E fundamental. – riu Malu. – Bom, vamos! Eles seguiram para o corredor e viram a grande fila para os dois elevadores, então, resolveram descer pelas escadas mesmo, era prático. Foi até rápido, pois Malu e Ícaro contaram a Pedro todos os perfis dos alunos da classe deles. Enfim, chegaram ao térreo. - Bom, já vou indo, a lotação escolar me espera. – disse Ícaro. – Até amanhã Pedro – despediu-se. – Tchau Malu. - Até colega. – acenou Malu. - Tchau, Ícaro.
Haha, fazer amigos é o que Há!
ResponderExcluire eu não gostei dessa tal de ágata /fato